D. Luiza

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No tempo da D. Luiza, os avios faziam-se na mercearia ao fundo da rua, no mercado, ou nos casões dos pequenos agricultores da aldeia. Os produtos D. Luiza são feitos como dantes. Sem químicos ou processados, por acreditarmos que é a forma como se faz que dita a qualidade.

 

Nome: Carlos Cavaco
Marca: D. Luiza – Produtos do Alentejo
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No tempo da D. Luiza, os avios faziam-se na mercearia ao fundo da rua, no mercado, ou nos casões dos pequenos agricultores da aldeia. Sim, eram tempos difíceis, e as refeições mais escassas. Mas na memória também ficou o sabor. E é isso que deixa saudade.

Os produtos D. Luiza são feitos como dantes. Sem químicos ou processados, por acreditarmos que é a forma como se faz que dita a qualidade.

São produtos que preservam os saberes e práticas tradicionais que tão bem caracterizam e distinguem o nosso Alentejo como região agrícola de excelência. Porque ainda temos muito a aprender com os mais antigos. Em especial, na forma como sempre conseguiram criar os melhores produtos, tratando a terra com respeito.

Se antes não podíamos replicar o sabor das comidas da mãe e da avó, agora já podemos. Outra vez. E sempre.

 

Como surgiu a ideia/projecto?
Esta ideia surge sobretudo porque se começou a assistir a uma diminuição de cultivos tradicionais como é o caso do grão-de-bico da variedade de sequeiro, do azeite feito exclusivamente de azeitonas galegas. Apercebi-me que os “produtos feitos como antigamente” estavam a desaparecer e não era porque não houvesse procura dos consumidores. Muitas vezes devia-se ao facto do mercado se encontrar estrangulado, sendo difícil encontrar distribuidores para este tipo de produtos. Ao fim ao cabo, a missão da D. Luiza – Produtos do Alentejo é preservar e continuar estes produtos tal como os conhecemos fazendo chegá-los até aos consumidores em Portugal e na Europa, produzidos e comercializados de forma sustentável e justa.

 

E o nome?
A D. Luiza era a minha avó materna, é também o rosto dela que vemos nos produtos. Com estes produtos, queremos homenageá-la e tal como escrevemos no nosso site “(…) por muitos poucos anos que tenha vivido, muito grão joeirou e ensinou a joeirar, muito temperou e ensinou a temperar, muito conservou e ensinou a conservar. E mais que fizesse, tudo seria bem feito. Não viveu o suficiente para abrir a mercearia que sempre quis, mas o seu nome e rosto perduram nestes produtos.”

 

O que diferencia o projecto?
Sobretudo a grande componente de mão de obra e de saberes ancestrais. Os cultivos dos nossos produtos são poucos mecanizados, sem recurso a químicos, muito manuais à semelhança do que se fazia antigamente nos campos, com isso, acreditamos que conseguimos criar produtos de qualidade superior e mais saudáveis, tal como se fazia antes.

 

Quais os melhores momentos/histórias proporcionado pelo projecto?

O negócio é relativamente recente na forma em que o vemos agora, pelo que não existem momentos históricos a assinalar, contudo cada encomenda é uma pequena vitória e deixa-nos a todos um bocadinho mais motivados.

 

Quais são os próximos desafios ou planos?  
O maior desafio que estamos a encarar agora tem a ver com a mudança de instalações. Estamos num espaço maior e com todas as condições para tratar os melhores produtos que temos na região, mas isso implica maiores custos e esforço financeiro, o desafio agora é manter o negócio sustentável, quer do ponto vista económico, quer do ponto de vista ambiental. No que toca a este segundo ponto um dos objetivos intrínsecos que temos é cada vez mais trabalhar com produtos biológicos, os produtos com os quais trabalhos são produzidos sem recursos a químicos, mas nem todos ainda estão certificados, e é nesse sentido sentido que queremos caminhar.

 

Qual é o teu sítio favorito em Portugal?  
Tendo em conta toda a envolvente do projecto que estamos a falar, nem faria sentido referir outro sitio que não o Alentejo.

 

Qual o teu prato português preferido?
Pode parecer tendencioso que escolha o grão, porque é um dos nossos produtos “estrela”. Mas de facto desde pequenino que o cozido de grão sempre foi uma das minhas comidas preferidas.

 

Se pudesses escolher os produtos de uma Tugabox para enviar a um amigo, o que escolhias?

Seriam sempre produtos de produção local porque esses são os verdadeiros produtos portugueses e temos a sorte de Portugal ter um património vasto nesse aspecto. Depois, teria cuidado em diversificar a caixa, escolhendo o melhor de cada zona mas de forma a que a caixa representasse Portugal como um todo.

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